quarta-feira, 9 de julho de 2014

3 Microempresários indicam 10 aplicativos para melhorar a rotina de trabalho

O uso da tecnologia, que facilita o dia a dia de todo mundo, também contribui para auxiliar o empreendedor nas tarefas relacionadas ao gerenciamento de seu negócio.
O dia pode render mais se forem reunidos num lugar só recursos como agenda virtual de contatos, apresentações em texto, vídeo e imagem, lembrete de tarefas, reservas em restaurantes e videoconferência.
Com um smartphone nas mãos e os aplicativos certos, isso fica mais fácil. O UOL ouviu nove especialistas e empreendedores de diferentes áreas que indicaram aplicativos para facilitar o dia a dia de trabalho nas micros e pequenas empresas e as deixar mais competitivas.
De acordo com Nathan de Vasconcelos Ribeiro, diretor-executivo da e-flows, empresa de desenvolvimento de softwares e aplicativos para celulares, essas ferramentas ajudam a melhorar a produtividade no trabalho.
"Antes, as pessoas precisavam estar no escritório para responder um e-mail corporativo. Hoje, com os smartphones, há mais mobilidade e flexibilidade. Dessa forma, é possível acelerar a tomada de decisões, por exemplo."
Para André Dias, diretor e sócio da empresa GGD Metals, grupo distribuidor de aços e metais, a tecnologia auxilia muito o seu dia a dia."Uso para falar com todo mundo, clientes, fornecedores, parceiros. É mais fácil e rápido do que e-mail e telefone", diz
Veja abaixo os 10 aplicativos recomendados pelos empreendedores.
Skype (http://www.skype.com/pt-br) – permite fazer chamadas de voz e de vídeo grátis para outros usuários do programa, mesmo no computador. Também tem a função de envio de mensagens e é possível criar grupos para conferências telefônicas ou no chat.
"É um comunicador instantâneo que traz rapidez e reduz custos, principalmente para ligações entre outros países", diz Borges , da Ampfy.
Dropbox (http://www.dropbox.com) – permite salvar documentos, apresentações, imagens e vídeos em uma base que pode ser vista de qualquer lugar. É possível acessá-los por outros aparelhos, como computador ou tablet, além de compartilhar arquivos com pessoas selecionadas.
Grátis na Apple Store, para iPhones e iPads, e no Google Play, para celulares com sistema operacional Android.
"Para um empreendedor, é super importante ter suas apresentações a um clique de distância, por isso, não vivo sem o Dropbox. Ele facilita o acesso, de onde eu estiver, às minhas apresentações e documentos", diz Gustavo Marques, fundador da LiveBiz, produtora de plataformas musicais digitais.
Grubster (http://www.grubster.com.br) – aplicativo para reserva de restaurantes. O usuário paga uma taxa de R$ 10 por reserva e ganha 30% de desconto no valor da conta. São cerca de 400 restaurantes cadastrados em várias capitais do Brasil.
"Ele me permite achar os restaurantes à minha volta e posso levar potenciais clientes da minha startup em lugares bons e com economia de 30%", diz Marques.
99Taxis (http://www.99taxis.com) – chama o táxi mais perto de você utilizando a geolocalização. Basta cadastrar o número de telefone e integrar com a conta do Facebook. Disponível em São Paulo e no Rio de Janeiro e grátis na Apple Store e no Google Play.
"Funciona muito. É mais rápido e seguro do que esperar um táxi na rua", diz Thays Aldrighe, consultora de comunicação e sócia da Sonne Branding, empresa de gerenciamento de marcas.
XE Currency (http://www.xe.com/currencyconverter) – aplicativo para cotações de moedas de todo o mundo. Grátis para iPhone, Android, Windows Phone e BlackBerry. O UOL Cotações também é uma opção de aplicativo para acompanhar o valor de moedas do mundo todo; grátis para iPhone (https://itunes.apple.com/us/app/id451586897?mt=8), Android (https://play.google.com/store/apps/details?id=br.uol.cotacoes) e Windows Phone (http://www.windowsphone.com/en-us/store/app/uol-
cota% C3% A7% C3% B5es/b2b3861c-4737-4cd0-87dc-e6009edaab52).
"Uso diariamente. Atualmente trabalho com quatro moedas e é uma ferramenta essencial antes de fazer pagamentos, saques e investimentos", declara Fernando Rodovalho, diretor e sócio da Hawk International, empresa de comércio exterior.
Google Tradutor (http://translate.google.com.br) – traduz textos para mais de 70 idiomas e permite ouvir a tradução para saber como é a pronúncia. Grátis na Apple Store e no Google Play.
"Além de usar para me comunicar com amigos de outros países, uso nos negócios para conferir algo que estou escrevendo e tirar dúvidas", diz Rodovalho.
Waze (http://www.waze.com) – é um GPS que, além de mapas e rotas, mostra caminhos alternativos indicados por outros usuários para fugir do trânsito. Grátis na Apple Store e no Google Play.
"Tenho por hábito consultar o trânsito a caminho de reuniões ou do aeroporto, e o Waze é um excelente aplicativo para isso", diz Davis Genuíno, sócio da DGSA Sociedade de Advogados.
Evernote (https://evernote.com) – aplicativo para lembretes, anotações, textos, planilhas, links e imagens. Pode ser acessado de qualquer dispositivo. Grátis na Apple Store e no Google Play.
"Anoto nele coisas importantes, tarefas etc. Ajuda bastante no meu dia a dia por causa da sincronização, é fácil de usar e centraliza todas as minhas anotações em um único lugar. Posso acessar de qualquer lugar e a qualquer momento", diz Silvinei Cordeiro Toffanin, sócio da Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria.
Remember the milk (http://www.rememberthemilk.com) – aplicativo para listas de tarefas. Permite organizar por prioridades e prazos, por exemplo. Grátis na Apple Store e no Google Play.
"Dá para criar listas para tarefas pessoais e do trabalho. É fácil de usar e bem organizado. Com ele, levo minhas tarefas para qualquer lugar e nunca esqueço o mais importante", declara Marisa Peraro, fundadora da Pró-Corpo Estética.
Whatsapp (http://www.whatsapp.com) – aplicativo para troca de mensagens grátis pelo celular. É possível criar grupos, enviar arquivos de foto e vídeo. Grátis no Google Play e R$ 1,99 na Apple Store, no câmbio do dia 14 de maio.
Dependência de tecnologia deve ser controlada
A facilidade em se conectar à internet por meio de celulares inteligentes pode fazer com que não haja diferenciação entre o horário de trabalho e o de lazer, segundo Ribeiro. "Isso afeta a qualidade de vida e os relacionamentos. É preciso se policiar para não trabalhar além da conta e não exigir isso das outras pessoas", declara.
Para Gabriel Borges, sócio da Ampfy, agência de comunicação especializada em mídias digitais, usar a tecnologia em todas as ações do trabalho pode deixar o empresário dependente, mas isso não é um problema.
"Ele pode ficar sem a ferramenta em um momento importante caso acabe a bateria no celular ou tenha o aparelho roubado, por exemplo. Mas, o lado positivo dessas tecnologias é que permitem o armazenamento das informações em uma base que pode ser acessada de qualquer lugar."
Borges afirma, no entanto, que muitas pessoas já são dependentes de várias tecnologias e não vale a pena abrir mão de ferramentas que podem úteis por medo.
"Quando acaba a energia elétrica, mesmo se estamos em casa, já não sabemos o que fazer. A tecnologia tem que ser uma aliada. Temos que aproveitar que o investimento é baixo para ter ferramentas e recursos que facilitam nossa vida."

Um comentário:

  1. Não há nada de surpreendente na reportagem em si, mas após lê-la, acho interessante pensar em como a sociedade atribui conforto à utilização do banco de dados. Quando menciono banco de dados referindo-me a uma coleção que reúne elementos sem seguir uma sequência linear, apesar de diferentes bancos de dados poderem estar estruturados de diferentes maneiras para que seus itens sejam rapidamente encontrados. A maioria dos aplicativos citados no artigo postado obedecem à estrutura do banco de dados: o WhatsApp, por exemplo, é uma lista de conversas (dados) que podem ser acessadas rapidamente sem ter que seguir qualquer ordem, apesar de existir uma ordem sequencial dentro das conversas. Apesar de a reportagem ser direcionada para empresários, é de conhecimento geral que muitos dos aplicativos sugeridos na postagem não se restringem somente àqueles: vemos desde crianças até pessoas mais velhas, que não necessariamente tem um emprego, fazendo uso de tais aplicativos, o WhatsApp é o melhor exemplo disso.
    Ao ler essa notícia, recordei-me do texto “O banco de dados como forma simbólica” de Lev Manovich, pois ele trata da questão da existência do banco de dados na nossa sociedade. Creio que a melhor explicação para a assimilação de conforto ao banco de dados se dá pelo fato de esse sistema possuir o maior status na mídia. Segundo Manovich, o banco de dados e a narrativa são dois sistemas simbólicos que competem pelo mesmo espaço na cultura para representar o mundo. Enquanto o banco de dados é uma lista de itens que se recusa a ordená-los, a narrativa é uma trajetória de causa-e-efeito nas palavras do autor. Entretanto afirmo que o banco de dados assume maior status nos meios virtuais não por ser o sistema mais existente nesse meio, mas na verdade por ser o mais explicito. O banco de dados e a narrativa podem interagir em um mesmo sistema formando uma dinâmica nas novas mídias, entretanto o banco de dados é privilegiado e a narrativa é ocultada, segundo as palavras de Manovich: “Assim, a narrativa é virtual, ao passo que o banco de dados existe materialmente.”.

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