quinta-feira, 10 de julho de 2014

O que faz um vídeo se tornar viral na internet?

                                                                                 
                                                         

Natalie Kitroeff 21/05/2014 06h00


Lá estava, ouro virtual: um vídeo de um bombeiro ressuscitando um gatinho preso em uma casa cheia de fumaça.
Neetzan Zimmerman, na época um editor do Gawker, um site de notícias e fofoca, sabia que ele estava destinado à mágica viral. Mas antes que pudesse publicar uma postagem a respeito, seu editor fez um pedido. Zimmerman deveria incluir o epílogo omitido por praticamente todos os outros canais: o gatinho morreu devido à fumaça inalada logo após ser salvo.
Por contar toda a história, Zimmerman pagou um preço.
"Aquele vídeo teve uma resposta tremenda para praticamente todos que o postaram", ele lembrou, "exceto para o Gawker".
Por que um detalhe triste significou a diferença entre um sucesso online e um fracasso? O que faz um conteúdo se tornar viral?
O compartilhamento social é poderoso o suficiente para derrubar ditaduras e lucrativo o bastante para merecer investimentos multibilionários. Mas os cientistas estão apenas começando a explorar as motivações psicológicas que transformam um link em uma "isca de clique" e levar uma peça de conteúdo à fama na Internet.
A pesquisa deles poderá ter implicações significativas para empresas de mídia e publicitárias, cujos lucros dependem de vencer a disputa duríssima pela atenção dos usuários de Internet de todo o mundo. Algumas noções dos ingredientes desta alquimia moderna estão começando a surgir.
Se você quiser derreter a Internet, é melhor explorar a emoção, descobriram os pesquisadores. A resposta emocional pode ser feliz ou triste, mas quanto mais intensa, maior a probabilidade da história ser passada adiante.
Em um estudo liderado por Rosanna Guadagno, uma psicóloga social da Universidade do Texas, em Dallas, 256 participantes preferiram repassar um vídeo engraçado do que o de um homem tratando de uma picada de aranha. Mas a probabilidade era de que compartilhariam qualquer vídeo que provocasse uma resposta emocional intensa, descobriu Guadagno.
De modo semelhante, Jonah Berger e Katherine Milkman, professores da Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia, descobriram que artigos animadores apresentam maior probabilidade do que os desanimadores de aparecer na lista dos mais enviados por e-mail do "The New York Times". Mas mesmo histórias que provocam raiva ou outras emoções fortes negativas são enviadas por e-mail com maior frequência do que aqueles que são simplesmente deprimentes.
"As pessoas compartilham coisas com as quais têm forte reação emocional, especialmente reações positivas fortes", disse Guadagno.
Compartilhar não é apenas a forma como a informação se espalha pelas comunidades; também é como as emoções são disseminadas. Recentemente, analistas do Facebook, Yale e da Universidade da Califórnia, em San Diego, revisaram mais de 1 bilhão de postagens por usuários do Facebook, e descobriram que, quando usuários expressavam sua frustração com um dia chuvoso, seus amigos em outras cidades postavam atualizações negativas com mais frequência que o normal.
Mas atualizações positivas eram ainda mais contagiosas, provocando atualizações positivas de amigos em taxas ainda maiores. A conclusão: online, assim como na vida real, os sentimentos são contagiosos como gripe.
A postagem mais compartilhada no Upworthy, um site de conteúdo para ser compartilhado, é um vídeo de um menino que morreu de câncer, mas não antes de produzir uma canção de sucesso e apresentá-la em shows com lotação esgotada. A postagem foi vista quase 20 milhões de vezes, graças em parte ao tipo de chamada metodicamente calculada que se tornou marca registrada do site: "Este garoto incrível desfrutou 19 anos fantásticos neste planeta. O que ele deixou para trás é espetacular".
"Apesar de ser uma história triste, era uma história que dava algo para lidar com a tristeza", disse o especialista de análise do Upworthy, Daniel Mintz.
Para muitas pessoas, compartilhar parece ser uma forma de processar os altos e baixos que sentem enquanto consomem o conteúdo online. Berger, que estudou os artigos do "Times", conduziu um estudo posterior onde instruiu um grupo de estudantes a correr por 60 segundos antes de entrar online, enquanto outro grupo descansava antes de se conectar.
Os corredores apresentavam o dobro da probabilidade que o grupo sedentário de enviar por e-mail o mesmo artigo. Por quê? Porque já estavam psicologicamente excitados, teoriza Berger, e encaminhar ou gostar de algo serve como uma forma de dar vazão.
"A excitação é um estado adverso, do qual as pessoas querem sair por meio do compartilhar", disse Berger. Miséria adora companhia, assim como qualquer tipo de sentimento que afeta profundamente.
Mas pressionar o botão de compartilhar também pode ser movido pelo ego. Construir e refinar uma personalidade online se tornou uma tarefa diária para muitos, dizem os especialistas; postar um link que provoca risos ou espanto pode conferir status a quem o compartilha.
Assim, sem causar surpresa, os dados compilados recentemente pelo Chartbeat, uma empresa que mede o tráfego online, sugere que as pessoas postam com frequência artigos pelo Twitter que na verdade não leram.
"O que descobrimos é que não há relação entre a quantidade que o artigo é compartilhado e quantidade de tempo e atenção dedicados ao artigo", disse Tony Haile, o presidente-executivo do Chartbeat.
Assim como uma estante repleta de livros clássicos que nunca foram abertos, os links que adornam as paredes do Facebook e contas do Twitter são marcadores das pessoas que aspiramos ser. E empresas de mídia online estão cada vez mais cientes de que seu papel é empacotar o conteúdo, de modo a fazer com que cada membro das massas que o dissemina possa polir uma reputação online ao mesmo tempo em que se sente, curiosamente, único.
Zimmerman, ex-editor do Gawker, considerava seu trabalho ajudar o leitor a se sentir como "aquele sujeito que está sempre ligado e ciente do que está acontecendo".
"As pessoas constroem suas identidades online compartilhando", ele disse. "Elas querem que as pessoas pensem nelas de certa forma."
Tradutor: George El Khouri Andolfato


quarta-feira, 9 de julho de 2014

3 Microempresários indicam 10 aplicativos para melhorar a rotina de trabalho

O uso da tecnologia, que facilita o dia a dia de todo mundo, também contribui para auxiliar o empreendedor nas tarefas relacionadas ao gerenciamento de seu negócio.
O dia pode render mais se forem reunidos num lugar só recursos como agenda virtual de contatos, apresentações em texto, vídeo e imagem, lembrete de tarefas, reservas em restaurantes e videoconferência.
Com um smartphone nas mãos e os aplicativos certos, isso fica mais fácil. O UOL ouviu nove especialistas e empreendedores de diferentes áreas que indicaram aplicativos para facilitar o dia a dia de trabalho nas micros e pequenas empresas e as deixar mais competitivas.
De acordo com Nathan de Vasconcelos Ribeiro, diretor-executivo da e-flows, empresa de desenvolvimento de softwares e aplicativos para celulares, essas ferramentas ajudam a melhorar a produtividade no trabalho.
"Antes, as pessoas precisavam estar no escritório para responder um e-mail corporativo. Hoje, com os smartphones, há mais mobilidade e flexibilidade. Dessa forma, é possível acelerar a tomada de decisões, por exemplo."
Para André Dias, diretor e sócio da empresa GGD Metals, grupo distribuidor de aços e metais, a tecnologia auxilia muito o seu dia a dia."Uso para falar com todo mundo, clientes, fornecedores, parceiros. É mais fácil e rápido do que e-mail e telefone", diz
Veja abaixo os 10 aplicativos recomendados pelos empreendedores.
Skype (http://www.skype.com/pt-br) – permite fazer chamadas de voz e de vídeo grátis para outros usuários do programa, mesmo no computador. Também tem a função de envio de mensagens e é possível criar grupos para conferências telefônicas ou no chat.
"É um comunicador instantâneo que traz rapidez e reduz custos, principalmente para ligações entre outros países", diz Borges , da Ampfy.
Dropbox (http://www.dropbox.com) – permite salvar documentos, apresentações, imagens e vídeos em uma base que pode ser vista de qualquer lugar. É possível acessá-los por outros aparelhos, como computador ou tablet, além de compartilhar arquivos com pessoas selecionadas.
Grátis na Apple Store, para iPhones e iPads, e no Google Play, para celulares com sistema operacional Android.
"Para um empreendedor, é super importante ter suas apresentações a um clique de distância, por isso, não vivo sem o Dropbox. Ele facilita o acesso, de onde eu estiver, às minhas apresentações e documentos", diz Gustavo Marques, fundador da LiveBiz, produtora de plataformas musicais digitais.
Grubster (http://www.grubster.com.br) – aplicativo para reserva de restaurantes. O usuário paga uma taxa de R$ 10 por reserva e ganha 30% de desconto no valor da conta. São cerca de 400 restaurantes cadastrados em várias capitais do Brasil.
"Ele me permite achar os restaurantes à minha volta e posso levar potenciais clientes da minha startup em lugares bons e com economia de 30%", diz Marques.
99Taxis (http://www.99taxis.com) – chama o táxi mais perto de você utilizando a geolocalização. Basta cadastrar o número de telefone e integrar com a conta do Facebook. Disponível em São Paulo e no Rio de Janeiro e grátis na Apple Store e no Google Play.
"Funciona muito. É mais rápido e seguro do que esperar um táxi na rua", diz Thays Aldrighe, consultora de comunicação e sócia da Sonne Branding, empresa de gerenciamento de marcas.
XE Currency (http://www.xe.com/currencyconverter) – aplicativo para cotações de moedas de todo o mundo. Grátis para iPhone, Android, Windows Phone e BlackBerry. O UOL Cotações também é uma opção de aplicativo para acompanhar o valor de moedas do mundo todo; grátis para iPhone (https://itunes.apple.com/us/app/id451586897?mt=8), Android (https://play.google.com/store/apps/details?id=br.uol.cotacoes) e Windows Phone (http://www.windowsphone.com/en-us/store/app/uol-
cota% C3% A7% C3% B5es/b2b3861c-4737-4cd0-87dc-e6009edaab52).
"Uso diariamente. Atualmente trabalho com quatro moedas e é uma ferramenta essencial antes de fazer pagamentos, saques e investimentos", declara Fernando Rodovalho, diretor e sócio da Hawk International, empresa de comércio exterior.
Google Tradutor (http://translate.google.com.br) – traduz textos para mais de 70 idiomas e permite ouvir a tradução para saber como é a pronúncia. Grátis na Apple Store e no Google Play.
"Além de usar para me comunicar com amigos de outros países, uso nos negócios para conferir algo que estou escrevendo e tirar dúvidas", diz Rodovalho.
Waze (http://www.waze.com) – é um GPS que, além de mapas e rotas, mostra caminhos alternativos indicados por outros usuários para fugir do trânsito. Grátis na Apple Store e no Google Play.
"Tenho por hábito consultar o trânsito a caminho de reuniões ou do aeroporto, e o Waze é um excelente aplicativo para isso", diz Davis Genuíno, sócio da DGSA Sociedade de Advogados.
Evernote (https://evernote.com) – aplicativo para lembretes, anotações, textos, planilhas, links e imagens. Pode ser acessado de qualquer dispositivo. Grátis na Apple Store e no Google Play.
"Anoto nele coisas importantes, tarefas etc. Ajuda bastante no meu dia a dia por causa da sincronização, é fácil de usar e centraliza todas as minhas anotações em um único lugar. Posso acessar de qualquer lugar e a qualquer momento", diz Silvinei Cordeiro Toffanin, sócio da Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria.
Remember the milk (http://www.rememberthemilk.com) – aplicativo para listas de tarefas. Permite organizar por prioridades e prazos, por exemplo. Grátis na Apple Store e no Google Play.
"Dá para criar listas para tarefas pessoais e do trabalho. É fácil de usar e bem organizado. Com ele, levo minhas tarefas para qualquer lugar e nunca esqueço o mais importante", declara Marisa Peraro, fundadora da Pró-Corpo Estética.
Whatsapp (http://www.whatsapp.com) – aplicativo para troca de mensagens grátis pelo celular. É possível criar grupos, enviar arquivos de foto e vídeo. Grátis no Google Play e R$ 1,99 na Apple Store, no câmbio do dia 14 de maio.
Dependência de tecnologia deve ser controlada
A facilidade em se conectar à internet por meio de celulares inteligentes pode fazer com que não haja diferenciação entre o horário de trabalho e o de lazer, segundo Ribeiro. "Isso afeta a qualidade de vida e os relacionamentos. É preciso se policiar para não trabalhar além da conta e não exigir isso das outras pessoas", declara.
Para Gabriel Borges, sócio da Ampfy, agência de comunicação especializada em mídias digitais, usar a tecnologia em todas as ações do trabalho pode deixar o empresário dependente, mas isso não é um problema.
"Ele pode ficar sem a ferramenta em um momento importante caso acabe a bateria no celular ou tenha o aparelho roubado, por exemplo. Mas, o lado positivo dessas tecnologias é que permitem o armazenamento das informações em uma base que pode ser acessada de qualquer lugar."
Borges afirma, no entanto, que muitas pessoas já são dependentes de várias tecnologias e não vale a pena abrir mão de ferramentas que podem úteis por medo.
"Quando acaba a energia elétrica, mesmo se estamos em casa, já não sabemos o que fazer. A tecnologia tem que ser uma aliada. Temos que aproveitar que o investimento é baixo para ter ferramentas e recursos que facilitam nossa vida."